Performers sem Fronteiras

PERFORMERS SEM FRONTEIRAS (PsF) é uma associação artística de solidariedade internacional. Ela reune performers de diversas nacionalidades que realisam projetos artísticos, culturais e terapêuticos com e para vítimas de traumas de choque (conflitos armados, migrações, guerras, catástrofes naturais…) ou traumas de desenvolvimento (pessoas idosas, doentes, internadas em hospitais psiquiátricos, orfãos…). PsF também conduz ações de pesquisa, de formação e de apoio no setor artístico e terapêutico, junto com uma população diversa. Em ação desde 2015 no Brasil, os PsF são vinculados à um projeto de pesquisa coordenado pela artista-pesquisadora Tania Alice na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Até agora, o grupo realizou intervenções no Nepal depois dos terremotos, em Bruxelas após os atentados, no Brasil com pessoas idosas e internadas em hospitais psiquiátricos, na França nos cuidados paliativos, no Haïti et no Togo, entre outros.

Veja aqui o site dos Performers sem Fronteiras:  www.performerssemfronteiras.com

Performers sem Fronteiras é uma continuidade do trabalho do Coletivo de Performance Heróis de Cotidiano, que, de 2009 0 2014, realizou intervenções urbanas no Rio de Janeiro e outras cidades do Brasil. As ações visavam a potencializar os afetos e gerar micro-utopias efêmeras e temporárias dentro do espaço urbano, trabalhando na linha do artivismo, mistura entre ativismo político e arte, na vivência de rituais compartilhados e na potencialização de afetos.

Vestidos de super-heróis (ou não), os performers do Coletivo investigavam a linguagem performática, fundindo elementos do teatro, das artes visuais, dança, meditação parada e em movimento e ativismo político com elementos da vida cotidiana, fundindo as instâncias arte/vida e investigando os rituais como formas de comunhão. As performances valorizavam o elemento relacional na arte, que considera como foco da obra de arte a transformação da relação entre performers e participantes, recriando um vínculo entre ambos e o espaço urbano e a natureza. Criando disrupções poéticas dentro de espaços urbanos sempre mais organizados em função da lógica neoliberal, as performances conduziam a uma forma alternativa de perceber e vivenciar os dispositivos sociais cotidianos e a repensar a relação entre arte e mercado e entre arte e “não-arte”.

Além das intervenções urbanas realizadas de forma cotidiana ao longo da pesquisa, vinculada ao projeto de pesquisa de Tania Alice na UNIRIO, o Coletivo apresentou, nesse período, seu trabalho em diversos eventos artísticos nacionais e internacionais como a Mostra de Artes do SESC São Paulo (2010), o Encontro de Arte Contemporânea de Aix-en-Provence (França) (2011), o Fórum Cidade Criativa (2011), o SESC Palco Giratório (2011), o Simpósio Internacional da Brecht Society (2012), a Semana de Arquitetura da PUC/RJ (2012),  o Encontro do NEPAA (2013), o Festival de Inverno do SESC 2014, a residência P.E.R.I.F.E.R.I.C.O do Espaço Cultura Escola SESC 2014, entre outros. Em 2012, o Coletivo se colocou o desafio de realizar sem dinheiro nenhum o espetáculo Por que você é pobre? (com direção  Tania Alice), que ficou em cartaz durante 2 meses no Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho, no Rio de Janeiro.

Os registros em vídeo das performances foram apresentados na abertura de festivais de cinema e vídeo importantes como a Mostra Globale, a Mostra de Arte Livre e Sincera, o Festival Tricycle de Cinema de Washington, a Mostra CineSul ou a Mostra do Filme Livre. O Coletivo ganhou o Prêmio Artes Cênicas nas Ruas 2010 e o Prêmio de Circulação do Estado do Rio de Janeiro em 2011.

Em 2013, o Coletivo, com direção de Tania Alice e Gilson Motta e composto por Marcelo Asth, Jarbas Albuquerque, Lara Siqueira, Marcio Vito (entre outros), investiu no fortalecimento das pesquisas individuais de seus integrantes, preparando-se para a criação da plataforma Performers sem Fronteiras circulando apenas com as performances “Dança Livre para todos” e “O Banquete”.

Desde 2014, os membros do Coletivo resolveram se investir na construção e na elaboração da plataforma “Performers sem Fronteiras”, idealizada por Tania Alice, atuando juntamente com outros artistas.

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